Seminário é evento preparatório para Fórum de Inclusão e Cultura Digital
Nos dias 26 e 27 de junho, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por meio da Diretoria de Tecnologias Sociais, promoveu o seminário “Inclusão digital, Cultura e Desenvolvimento Local”. 370 pessoas, entre educadores, estudantes, gestores públicos, representantes de entidades sociais de nove municípios, participaram do evento, que pode ser considerado um preparatório para o “I Fórum Estadual de Inclusão e Cultura digital”, a ser realizado pela Secti/DTS em outubro.
Durante o evento, foram realizadas quatro mesas-redondas, que abordaram os mais diferentes temas. Um dos destaques foi a mesa composta por representantes de diversas operadoras de telefonia e telecomunicações, as quais apresentaram seus projetos focados na inclusão digital e desenvolvimento local. O titular da diretoria de tecnologias sociais da Secti, Evandro Ladislau, destacou a participação de empresas, como a Vivo e a Embratel, como um diferencial do evento. “A participação delas abre oportunidade para um diálogo mais próximo em busca de melhorias na internet e nas telecomunicações no nosso Estado”.
Entre os projetos compartilhados, destacou-se o programa transmitido pela web chamado “Tela Firme”, desenvolvido pelo comunicólogo Francisco Batista no bairro da Terra Firme, em Belém. O projeto utiliza as redes sociais para difundir a realidade do bairro de forma diferente das mídias comerciais, por meio de documentários curtos e temáticos feitos pela própria comunidade da Terra Firme. “Pelas redes sociais é possível difundir outra visão do nosso bairro, o qual é sempre tachado como violento pelas mídias locais, que esquecem que lá vivem pessoas possuidoras de histórias comoventes”, opina Francisco Batista.
A prefeitura de Santa Izabel do Pará participou e mostrou os avanços do programa Navegapará no município. “A maioria dos nossos infocentros está revitalizada e em pleno funcionamento, graças à parceria com o Governo do Estado e a Prodepa. Até o momento, já são mais 800 pessoas certificadas pelos cursos do Navegapará, ofertados para a promoção da inclusão digital”, explica o representante da prefeitura de Santa Izabel do Pará, Erisson Fanjas.
Um desdobramento importante do evento foi o fato de instituições que estiveram presentes sinalizarem positivamente com relação ao convite para que façam parte da Rede de Tecnologias Sociais e ajudem a construir uma política para o setor. “Conseguimos fazer com que iniciativas isoladas comecem a convergir no sentido da construção de uma política de inclusão digital, que é um dos nossos objetivos no II Fórum Paraense de Tecnologias Sociais que será realizado em outubro”, afirma o diretor.
Expansão – Além do seu II Fórum, a equipe da RTS vem trabalhando na sua expansão pelo interior do Estado. A prefeitura de Paragominas, o campus da Uepa na cidade e a empresa de alumínio Hydro já estão trabalhando em parceria com a Secti para estabelecer a criação de um grupo de trabalho da RTS com o objetivo de promover ações que envolva os quatro eixos temáticos da Rede: “Água potável e esgotamento sanitário”, “Geração de ocupação e renda”, “Fontes alternativas de energia para comunidades rurais” e “Inclusão digital e desenvolvimento local”.
“Esse grupo de trabalho irá envolver toda a região de integração do Rio Capim, que envolve 16 municípios. Primeiramente, será feita a identificação de experiências em tecnologias sociais existentes na região dentro dos eixos já definidos no Plano de Ação da RTS, mas a ideia é que eles façam o seu próprio planejamento futuramente, podendo ser acrescido outros eixos de ação voltados para os interesses locais”, explica o diretor Evandro Ladislau.
Texto: Ascom Secti







