Mostra Horácio Schneider de Ciência e Cultura amplia visão sobre Ciência em Salvaterra
Muitos indagam sobre a existência de vida em locais considerados extremos pelo homem, tais como bordas de vulcão, fontes termais, cavernas escuras e em níveis muito abaixo da superfície do solo. Pois a Mostra Horácio Schneider de Ciência de Cultura, por meio dos seus parceiros institucionais de ensino e pesquisa do Pará, demonstraram para a comunidade da Ilha do Marajó que existe vida nesses locais extremos, e que seus habitantes, chamados de “Extremófilos”, são fundamentais para a sociedade.
Essa explicação foi dada durante a palestra “Extremófilos: modelos na busca por vida fora da Terra”, realizada no segundo dia do evento, que acontece na Escola Estadual Salomão Matos, em Salvaterra, a partir de uma iniciativa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). “Esses seres vivos são aplicados em diversos ramos. Na Genética, para fazer a amplificação de uma mostra de DNA, é necessário uma enzima que suporte uma temperatura próxima a 100°C, e não existia essa substância até a década de 80. Mas, com a descoberta de uma bactéria em uma fonte termal, foi possível otimizar esse processo, pois a bactéria descoberta produzia a enzima necessária para altas temperaturas”, explica a ministrante da palestra, Lucinea Brabo, bióloga da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
Outro destaque na programação do segundo dia da Mostra foi a palestra “Queijo do Marajó”, ministrada pela tecnóloga de alimentos e professora da Escola de Educação Tecnológica do Estado do Pará – Salvaterra, Gabriela Gouvêa Moura. A palestrante abordou o processo de feitura e os aspectos culturais do tradicional queijo da região, e explorou as principais características turísticas da Ilha do Marajó, para que os estudantes e a comunidade em geral possam estar mais preparados para informar os turistas que visitam o arquipélago.
Para a professora de Ciências, Simone Sirleica, que trabalha na Escola Municipal D. Pedro I, em Salvaterra, o mais interessante da Mostra de Ciência e Cultura são os materiais trazidos pelas instituições participantes, o que possibilita ampliar a visão sobre os assuntos ensinados na escola. “A Mostra disponibiliza muito material para que os alunos e nós, professores, visualizem o que é ensinado por meio de fotos e slides em sala de aula. Algo mais palpável, algo que promova a interatividade do aluno com o assunto a ser estudado é muito melhor. Assim, o conhecimento será fixado muito mais facilmente”, afirma a professora.
“A Mostra está pautada na ausência de grandes centros de pesquisa no interior do Estado, por isso elaboramos esse projeto itinerante para levar parte da produção cientifica de importantes instituições paraenses aos municípios do interior do Estado, com o objetivo de tentar mostrar à comunidade em geral a importância da Ciência no nosso cotidiano”, explica o coordenador de Difusão e Popularização da Ciência da Secti, Bruno Sodré, sobre os principais objetivos do evento.
Após Salvaterra, a Mostra será realizada nos municípios de São João de Pirabas, Maracanã, Bragança e Irituia no mês de maio. Para conferir mais fotos e acompanhar as novidades sobre as edições da Mostra, acesse a fanpage do evento no Facebook.
Texto: Igor de Souza – Ascom Secti







