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Escola Técnica Francisco Nunes promove Seminário sobre Racismo Ambiental

13/12/2024

Debate reuniu alunos e professores sobre cenário socioambiental, envolvendo os cursos de Meio Ambiente, Enfermagem, Nutrição e Vigilância Sanitária 

Por Raiana Coelho (SECTET)

10/12/2024 12h00

A Escola Técnica Francisco da Silva Nunes promoveu, na segunda-feira (9), o primeiro seminário com o tema “Racismo Ambiental na Amazônia Brasileira em tempos de Mudança Climática”. A ação reuniu alunos e professores para debater o tema que está em discussão no cenário socioambiental contemporâneo. O evento foi direcionado, especialmente, para as turmas dos cursos técnicos de Meio Ambiente, Enfermagem, Nutrição e Vigilância Sanitária. 

 

O seminário foi dividido em duas etapas, sendo a primeira marcada por uma visita dos alunos dos cursos técnicos participantes à comunidade Quilombola do Abacatal, localizada no bairro do Aurá, em Ananindeua, ainda no mês de novembro. Durante a atividade, as turmas do curso técnico em meio ambiente realizaram o georreferenciamento da área, enquanto os alunos de enfermagem ofereceram apoio primário à comunidade, com serviços de verificação de pressão arterial, glicemia e sinais vitais. Além disso, as turmas de vigilância em saúde e nutrição desenvolveram ações voltadas ao atendimento assistencial e à orientação nutricional.

O estudante do curso técnico de Enfermagem, Luanderson Amaral, destacou o impacto transformador da experiência. “A visita ao Quilombo foi uma oportunidade única. Eu acredito que foi possível aprender na prática sobre o racismo ambiental e enxergar como ele afeta diretamente as populações mais vulneráveis. Entendo que as políticas públicas voltadas para o meio ambiente precisam considerar as realidades dessas comunidades e promover ações efetivas para incluí-las e protegê-las” diz o estudante.

A segunda parte do seminário ocorreu no auditório da Escola Técnica e foi marcada por uma mesa-redonda que reuniu representantes da sociedade civil e acadêmica, incluindo o Instituto Federal do Pará (IFPA), a Universidade do Estado do Pará (UEPA), a Secretaria de Educação do Pará (Seduc), a Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), a Procuradoria Geral do Estado do Pará (PGE), além do grupo de estudos sobre Racismo Ambiental da Região Metropolitana, vinculado à própria Eetepa, e representantes da comunidade Quilombola do Abacatal. 

Os estudantes tiveram a oportunidade de interagir com os palestrantes, aprofundando o entendimento sobre as conexões entre saúde, nutrição e meio ambiente no contexto das mudanças climáticas e das desigualdades sociais. Para Viviane Fortunato, ex-aluna da Eetepa e formada como técnica em Meio Ambiente, o evento trouxe reflexões essenciais. “Foi uma oportunidade única de enxergar além dos conteúdos técnicos, compreendendo o impacto humano e social das questões ambientais. Esse tipo de abordagem é indispensável para formar profissionais mais conscientes e comprometidos com a realidade em que vivem”, pontuou a mesma.

 

A atividade integra uma série de ações promovidas para os cursos técnicos integrados com objetivo de incentivar a formação de profissionais capacitados a enfrentar os desafios do futuro, principalmente com a chegada do evento da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, intitulada de COP 30 . 

 

A professora e coordenadora do seminário, Erika Renata Farias, destacou a relevância do debate para a formação dos estudantes. “Trazer este tema para o ambiente educacional é fundamental. O racismo ambiental afeta diretamente as populações mais vulneráveis, especialmente na Amazônia, onde as desigualdades sociais e as questões ambientais estão profundamente interligadas. Nossos alunos, como futuros profissionais,  precisam compreender essas dinâmicas para atuar de forma consciente e transformadora em suas áreas de atuação” afirmou.

 

Texto de Carla Couto / Ascom Sectet