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Pesquisa de Iniciação Científica da Uepa fortalece programa ‘Forma Pará’, da Sectet

15/02/2021

A pesquisa “Formação Inicial e a Política de Programas Especiais: O Forma Pará na Uepa”, desenvolvida pelo Grupo Ressignificar: Experiências Inovadoras na Formação de Professores e Prática Pedagógica, da Universidade do Estado do Pará, fortalece a implementação e execução do programa estadual ‘Forma Pará’, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet).

A proposta do ‘Forma Pará’, que é um programa estadual de expansão do ensino superior, é oferecer cursos, sobretudo, bacharelados e técnicos, através de parcerias com Universidades, Institutos Tecnológicos e Prefeituras, aos estudantes de municípios paraenses que não possuem núcleos ou campis das instituições de educação.

Segundo Edilza Fontes, secretária adjunta da Sectet e gestora do programa, é feita uma articulação entre as demandas de cada município e as instituições de ensino. O governo do Estado firma convênios junto aos parceiros para valorizar os profissionais em formação no Pará.

“Os cursos são abertos de acordo com a necessidade e peculiaridades do local, por exemplo, um curso de Gastronomia é muito importante para o município de Salinópolis, que é uma cidade turística. A ideia é que nos primeiros quatro anos do programa, a gente ofereça cerca de 80 turmas distribuídas em mais de 40 municípios paraenses”, explica a gestora.

PESQUISA CIENTÍFICA

Diante desse programa, a Uepa desenvolve uma pesquisa científica com o objetivo geral de analisar o processo de implantação e oferta da formação no Estado. As principais contribuições do estudo são oferecer elementos de reflexão que possam orientar a oferta dos cursos pela Universidade, além de contribuir na formação inicial dos estudantes envolvidos e reunir informações para nortear o funcionamento e aperfeiçoar o programa.

Sob a coordenação da professora da Uepa, Marta Genú Soares, a pesquisa, que faz parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), do CNPq, foca no processo de implementação e execução de três turmas do ‘Forma Pará’: Educação Física, Geografia e Enfermagem.

“Estudamos os projetos pedagógicos, fazemos o levantamento das produções acadêmicas desenvolvidas sobre programas especiais na educação superior e vamos identificar qual a prática curricular nas turmas iniciais do ‘Forma Pará’. A ideia é elaborar documentos acadêmico-científicos que subsidiem e indiquem orientações curriculares para a expansão do programa”, informa a professora.

Em 2019, a Uepa implantou o ‘Forma Pará’ que soma 300 vagas distribuídas em quatro cursos de formação inicial para o ano de 2020. 

PESQUISADORES

A pesquisa da Universidade conta com o apoio de três estudantes matriculados no Curso de Licenciatura em Educação Física, do Forma Pará, no Polo Benevides. O bolsista Pibic, Davi José Soares, considera desafiador ter o Programa Forma Pará na Uepa como objeto de pesquisa.

“Estamos sendo pioneiros a produzir materiais acadêmico-científicos específicos a respeito deste objeto. Acredito que a pesquisa poderá oferecer um diagnóstico parcial deste processo de implantação. Caracterizar este estágio inicial, suas potências e dificuldades, ajudará a fazer com que todo o procedimento deste programa especial seja realizado de maneira correta e benéfica para todos os que a ele estejam envolvidos, valorizando assim a educação e as políticas públicas”, destaca o bolsista.

Valquíria Pantoja é uma das estudantes voluntárias da pesquisa. Ela se desloca do Distrito de São Miguel do Pracuúba, no município de Muaná/Ilha do Marajó, para estudar em Benevides, o que reforça a importância do programa e da pesquisa científica.

“Minha expectativa é conhecer mais a fundo o Programa de Formação ao qual eu faço parte e poder contribuir para o avanço e melhorias dele. Através da pesquisa, queremos mostrar a outros participantes que vale apena fazer parte deste programa, que amplia o alcance das nossas expectativas por uma educação superior de qualidade”, ressalta Valquíria.

A terceira componente da equipe é Tâmara Silva, estudante voluntária, que considera o programa de grande importância por oferecer cursos para alunos que não moram próximo aos grandes centros acadêmicos.

“Participar dessa pesquisa é de grande valia e conta para nosso aprendizado acadêmico. Podemos ajudar a desenvolver outros programas voltados para este formato. Nas nossas pesquisas, muitos ressaltam a iniciativa pioneira, por abranger pessoas, que por motivos variados, não tem acesso a grandes universidades”, explica.

Serviço:

Todos os assuntos relativos à pesquisa devem ser encaminhados para o e-mail do grupo de pesquisa: gressignificar@gmail.com.

Texto: Giovanna Abreu (Agência Pará)