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Projeto “Ela Pode” vai atuar em territórios atendidos pelo TerPaz

17/02/2020

Na manhã desta segunda-feira (17), representantes da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) receberam a visita de Helen Gonçalves e Janaína Borghi, que são coordenadoras do Projeto “Ela Pode”, no Pará. A iniciativa utiliza metodologia realizada nacionalmente com parceria da Google, voltada para o empreendedorismo feminino a fim de garantir a independência financeira de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O projeto é mais uma das parcerias fechadas pelo Governo do Pará, por meio da Sectet, para integrar as ações do programa Território pela Paz (TerPaz).

“O ‘Ela Pode’ trabalha de forma a ajudar tanto a mulher que é empreendedora com ferramentas que possam auxiliar no dia a dia do seu negócio, quanto aquelas mulheres que estão buscando a inserção no mercado formal de trabalho. Trabalhamos desde ferramentas digitais à parte de liderança, comunicação, negociação, conteúdos que proporcionam essa autonomia no processo de tomada de decisão, principalmente, em busca da autonomia financeira”, explicou Helen Gonçalves.

As coordenadoras destacaram que a capacitação é a primeira etapa de um processo que busca a instalação de políticas públicas efetivas que favoreçam o empreendedorismo feminino. A partir das capacitações e da promoção de uma rede de contatos e consumo dentro dos próprios territórios serão gerados indicadores e outros mapeamentos que ajudam no desenvolvimento dessas mulheres e na concretização de políticas públicas.

Elas ressaltaram ainda que, a partir da parceria com o Governo do Pará, o trabalho do “Ela Pode” será capaz de se multiplicar a fim de capacitar uma quantidade maior de mulheres, pois já existe todo um cenário e um processo de mobilização, de articulação, de parcerias, além de programas que podem fortalecer e retroalimentar o programa. A expectativa é de que, em cinco meses, duas mil mulheres, a partir de 16 anos, sejam capacitadas em cursos com carga horária de 16 horas que devem começar no mês de março.

Para Janaína Borghi, a mobilização já iniciada pelas ações no TerPaz nos bairros facilitará a comunicação com as mulheres a serem capacitadas. “Vamos atuar nos sete territórios, distribuídos em Belém, Marituba e Ananindeua. Faremos um processo de inserção a partir da mobilização que já foi iniciada pelo TerPaz, entendendo como a realidade de cada bairro se apresenta e como conseguimos seguir o melhor caminho de mobilização das mulheres. Sempre em um contato muito próximo com a comunidade, vamos entrar desenvolvendo um olhar sensível, trabalhando o material para que essa linguagem seja próxima às mulheres para que elas consigam de fato acessar e compreender”, detalhou.

 

Texto: Fernanda Graim (Ascom/Sectet)

Fotos: Priscila Castro (Ascom/Sectet)