Busca

Notícias

conteúdo principal

Menssagem de erro

The page style have not been saved, because your browser do not accept cookies.

Estado fortalece economia paraense com política estratégica de incentivos fiscais

19/10/2026

Através de comissão interinstitucional liderada pela Sedeme, concessão de benefícios tributários atrai investimentos e consolida a competitividade regional

 

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) exerce papel estratégico na condução da Política de Incentivos ao Desenvolvimento Socioeconômico do Pará. Como presidente da comissão responsável por essa política, a Sedeme coordena ações voltadas à atração de investimentos e ao fortalecimento da economia estadual. Atualmente, 238 empresas são incentivadas, abrangendo 55 municípios paraenses, distribuídos nas doze Regiões de Integração, com projeção de geração de mais de 40 mil empregos diretos e faturamento superior a R$ 110 bilhões, segundo dados estatísticos obtidos dos processos aprovados pela Secretaria Operacional de Incentivos Fiscais (Secop).

Os incentivos fiscais podem variar de 50% a 90%, podendo alcançar até 95% em atividades consideradas estratégicas. O prazo de fruição é de, no mínimo, sete anos e, no máximo, 15 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 15 anos, totalizando até 30 anos. Essas condições estão previstas na Lei Complementar nº 160/2017 e na Lei Complementar nº 186/2021, respeitando o limite de vigência até 31 de dezembro de 2032.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Mauro Bastos, a política de incentivos fiscais do Estado visa à verticalização das cadeias produtivas, à geração de empregos, à qualificação da mão de obra e à garantia da sustentabilidade econômica e ambiental dos empreendimentos instalados no Pará. Ainda sobre o tema, ele explica que a partir da concessão do tratamento tributário, o acompanhamento dos projetos incentivados é realizado pela Comissão da Política de Incentivos, levando em consideração as condições aprovadas para cada empreendimento.

Entre as empresas beneficiadas está a Polpanorte (Grupo L Zeppone), com  parque industrial em Benevides, na Região Metropolitana de Belém (RMB). Fundada em 1995, na cidade de Japurá, interior do Paraná, a companhia consolidou-se como referência na produção artesanal de polpas de frutas regionais. Atualmente, ocupa posição de destaque nacional, sendo líder na categoria de sorbet de açaí.

Segundo a gerente Administrativa e de Sustentabilidade da Polpanorte, Renata Nobre, os incentivos fiscais concedidos pelo Estado foram decisivos para o crescimento sustentável da empresa nas últimas cinco safras. Nesse período, a unidade ampliou a produção, fortaleceu sua competitividade e modernizou a planta industrial. “Os incentivos deram segurança para investimentos estratégicos, possibilitando a verticalização da produção e agregando valor à cadeia do açaí. Como resultado, consolidamos nossa atuação no Estado e ampliamos a geração de emprego, renda e desenvolvimento regional”, reforçou.

Renata destacou que, na primeira safra, a unidade contava com cerca de 70 colaboradores diretos. Hoje, são 200, representando 130 novos postos de trabalho. “Além da expansão do quadro, houve uma mudança significativa no modelo operacional. Antes, a produção se limitava ao período da safra, exigindo a dispensa e posterior recontratação de colaboradores. Com os investimentos e a verticalização, passamos a operar durante todo o ano, garantindo estabilidade no emprego e fortalecendo a economia local. Esse avanço demonstra o impacto positivo dos incentivos fiscais na consolidação de uma indústria mais competitiva e comprometida com o desenvolvimento socioeconômico do Pará”, afirmou.

O gerenciamento da Política de Incentivos é conduzido por uma comissão mista, presidida pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Mauro Bastos. Essa comissão reúne diferentes órgãos governamentais que atuam de forma integrada para garantir a efetividade da política. Além da Sedeme, participam a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), a Secretaria da Fazenda (Sefa), a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), a Secretaria de Planejamento e Administração (Seplad), a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), o Banco do Estado do Pará (Banpará) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Por Aldirene Gama (SEDEME)
22/07/2026 14h30