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Agentes do projeto “Meu Endereço” participam do terceiro módulo de formação

22/01/2020

O projeto “Meu Endereço, lugar de paz e segurança social” realiza esta semana o terceiro módulo do curso “Formação de Agentes de Cadastramento”, direcionado às pessoas selecionadas para participar do projeto. O “Meu Endereço” é um projeto desenvolvido pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e faz parte das ações do programa Territórios Pela Paz (TerPaz), do governo do estado.

O terceiro módulo foi iniciado nesta segunda (20) e será encerrado na sexta (24), com as aulas teóricas sendo realizadas na Seccional do Guamá. Participam os 21 moradores selecionados no ano passado. São três pessoas por cada bairro: Benguí, Cabanagem, Guamá, Jurunas e Terra Firme, em Belém; Icuí, em Ananindeua; e Nova União, em Marituba.

As aulas teóricas são realizadas em dias alternados com o treinamento prático, que acontece durante as visitas técnicas às famílias. “Neste módulo estamos vendo como elaborar o parecer técnico sobre as questões de habitabilidade, condições da estrutura física da residência e segurança geral do imóvel”, explica a coordenadora do projeto, Myrian Cardoso.

Percepção – Nesta quarta-feira (22), depois de assistir à apresentação da coordenadora do “Meu Endereço”, os participantes foram divididos em quatro equipes, que passaram a avaliar fotografias de uma das residências das famílias que são atendidas pelo projeto. Em seguida, cada grupo apresentou o que conseguiu identificar nas condições dos imóveis.

Caio Tavares, do bairro do Jurunas, foi um dos porta-vozes da equipe dele. O primeiro aspecto levantado pelo grupo foi a fiação elétrica exposta, pendurada na parede de madeira. “A fiação está exposta, próxima a sacos plásticos colocados nos vãos da madeira. É um risco muito grande de incêndios, que infelizmente são comuns na nossa cidade”, identificou Caio e sua equipe.

Gabriela Santos, da Terra Firme, chamou atenção para as frestas entre as tábuas, destacando que a água da chuva pode contribuir para que haja curtos-circuitos. As equipes também destacaram a inexistência de acessibilidade, já que a moradora apresentava dificuldade de locomoção, pois usava uma muleta. Clemilton Nogueira Júnior, do Jurunas, mostrou que a equipe dele também detectou o risco de doenças, já que ratos e animais peçonhentos poderiam entrar facilmente no local.

Módulos – Em 2019 foram realizados dois módulos do curso de agente de cadastramento. O primeiro foi sobre as noções gerais de cidadania e direito à cidade. No segundo, os participantes aprenderam como fazer o levantamento de informações físico sociais das residências. Depois do módulo que está sendo realizado esta semana, os agentes de cadastramento voltarão às aulas teóricas no período de 29 a 31/01, para aprender como se faz a sistematização das informações levantadas.

Myrian ressalta que as etapas são realizadas sempre de forma correlacionadas. “Vamos realizando a formação teórica ao mesmo tempo em que realizamos as visitas às famílias. Desta forma, os agentes vão aprimorando a teoria com a prática e vice-versa”. Ela informa que serão realizadas visitas em pelo menos 500 famílias cadastradas pelo projeto nos territórios. “As famílias que apresentarem condições mais urgentes terão prioridade no auxílio técnico e tecnológico oferecido pelo projeto”, destaca a coordenadora.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom/Sectet)
Fotos: Erlon Modesto (estagiário de publicidade Ascom/Sectet)