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Estudantes paraenses se destacam na Feira Brasileira de Iniciação Científica

19/09/2019

Objetos de plástico jogados pelo chão se transformam em robôs com luzes e movimento. A varinha mágica dessa transmutação é o conhecimento científico despertado em alunos da Escola Estadual Tiradentes I pelo projeto “Reusetech  - Reutilizando resíduos sólidos para a educação tecnológica”, certificado como “Destaque de Desenvolvimento Tecnológico”, na IV Feira Brasileira de Iniciação Científica (Febic), realizada de 9 a 13/09, em Jaguará do Sul, Santa Catarina, para onde viajaram com apoio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet).

O Reusetech será uma das atrações da X Feira Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizada pela Sectet no período de 23 a 25 de outubro, na Estação das Docas. Para agradecer o apoio, alunos e professores estiveram na Sectet nesta quarta-feira (18).  No auditório da Secretaria, os alunos repetiram a apresentação feita na IV Febic encantando os servidores que assistiram à verdadeira magia do aprendizado científico mostrado por Marcos Pantoja Souza (8º ano), Jhullyene Taíssa Campos (PCD surda/9º ano) e Ana Clara Menezes Barroso (PCD autista/6º ano).

“O que nós vimos aqui foi a combinação de tantas coisas que a ciência pode promover. Vimos aspectos da educação ambiental articulados com noções de tecnologia, inovação, enfim, conhecimento científico. O que temos que fazer é juntar esforços para que experiências como essa possam repercutir  por todo o ambiente escolar do estado”, disse o titular da Sectet, Carlos Maneschy, que destacou ainda a inclusão de alunos com deficiência como o principal diferencial do projeto. “Foi uma aula de esperança que nos tocou a todos”, resumiu o secretário.

Projeto – O projeto nasceu de um problema ambiental vivenciado cotidianamente pelos alunos: material plástico jogado pelo pátio da escola. Instigado pelos professores Mariana Menezes e Anselmo Fernandes, um grupo de alunos decidiu reutilizar peças plásticas, que normalmente vão para o lixo, para criar robôs. O professor Anselmo conta que foi durante a preparação para o programa de educação ambiental da escola “Recicla Tiradentes”, em 2017, que nasceu o interesse dos alunos em fazer protótipos de robôs a partir de resíduos sólidos.

Assim, tampas de recipientes de alvejantes, garrafas pet, barbeadores usados, entre outros objetos, sofreram a mutação para seres mitológicos, humanoides, animais e outros seres nascidos da imaginação das crianças. Para estimular o interesse e o raciocínio lógico, os alunos tiveram atividades neuróbicas como jogos, montagem com figuras geométricas e criação de origamis.

Depois de criados os robôs, os alunos tiveram auxílio do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), para a utilização de programas de computador usados para dar movimento e iluminação às criações do grupo, formado por 11 estudantes. Os professores Anselmo e Mariana enfatizam que o projeto é sustentado no tripé educação ambiental, inclusão e aprendizagem criativa, “no qual os alunos são protagonistas em aprender e ensinar uns aos outros, sendo deficientes ou não”.

Premiação – Em 2018, os alunos participaram da Mostra de Ciências e Tecnologia da Escola Açaí (MCTA), realizada em Abaetetuba, onde ficaram em primeiro lugar entre os projetos educacionais apresentados. Dessa forma, foram convidados a participar da IV Febic e da 2ª Conferência Brasileira de Aprendizagem Criativa, realizada em São Paulo.

Texto: Jeniffer Galvão (Ascom Sectet)
Fotos: Priscila Castro (Ascom/Sectet)