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Secretarias e Fapespa se unem para lançar editais focados nas prioridades do estado

14/05/2015

Qual a melhor maneira de fomentar o conhecimento científico-tecnológico no estado do Pará, de modo a otimizar a aplicação de recursos e gerar resultados em escala? Para buscar dar respostas concretas a essa questão, ocorreu, na manhã desta quinta-feira (14),  uma reunião envolvendo técnicos e gestores das Secretarias de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet), Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (Sedap), Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Planejamento (Seplan) e Fundação Paraense e Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa).

O tema central do encontro girou em torno do lançamento de editais de amparo e fomento à pesquisa. Foi consenso entre os gestores presentes que os editais lançados com esse fim  devem ser focados no atendimento às demandas diferenciadas dos municípios do interior do estado.  "Precisamos unir nossos recursos e esforços para decidir, da melhor forma, onde e em que investir os recursos governamentais destinados ao desenvolvimento científico-tecnológico. O alinhamento de nossos interesses permitirá que o conhecimento se reverta em ganhos socioeconômicos e ambientais nas diversas microrregiões do estado”, destacou o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello.

“Nossa intenção é gerarmos uma grande ação de Estado, por isso, estamos convidando as diversas secretarias para participarem do lançamento e elaboração dos editais. Os recursos não podem ser distribuídos de forma aleatória, é preciso pensar que os municípios do interior têm prioridades diferenciadas e, por isso, nossa proposta é regionalizar os editais e definir os focos coletivamente”, destacou o presidente da  Fapespa, Eduardo Costa.

Para o titular da Sedap, Hildegardo Nunes, essa descentralização é muito importante para viabilizar a solução dos vários gargalos presentes na cadeias produtivas do estado. Segundo ele, os produtores têm problemas muito específicos, que demandam o desenvolvimento de tecnologias diferenciadas, simples e de baixo custo para sua resolução. “Um bom exemplo é a necessidade de desenvolver um repelente barato e adequado para os catadores de caranguejo do nordeste paraense que, atualmente, usam óleo diesel para se protegerem. Ou o caso dos produtores de açaí que precisam ser contemplados com um sistema de irrigação de baixo custo para poder aumentar sua produtividade de forma sustentável”. 

Para consolidar a parceria e coordenar a política de investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), foi aprovada a criação de um Comitê Gestor permanente envolvendo os gestores das secretarias e da Fapespa, com reuniões mensais. Além disso, será criado um Grupo de Trabalho com técnicos desses órgãos para elaborar os editais com base nas demandas levantadas. A primeiras ações serão voltadas aos dois editais que serão lançados em junho, destinados a contemplar  as regiões do Baixo Amazonas e as do Tapajós/Xingu.

Texto: Ana Carolina Pimenta – Ascom Sectet