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Escolas técnicas promovem seminário formativo voltado à inclusão

29/04/2026

A iniciativa reuniu mais de 60 alunos do Curso Técnico em Apoio Escolar Especializado

Por Bruna Ribeiro (SECTET)

29/04/2026 13h39
 

A Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) Vilhena Alves e o Instituto de Educação do Estado do Pará (IEEP), vinculados à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Educação Superior, Profissional e Tecnológica (Sectet), promoveram, em Belém, o I Seminário Formativo do Curso Técnico em Apoio Escolar Especializado, reunindo estudantes, professores e profissionais das instituições.

O evento foi realizado em dois dias, 23 e 24 de abril, e teve como tema “Inclusão escolar, prática profissional e impacto social”, destacando a importância da formação qualificada para a atuação no apoio educacional especializado.

A professora Fabrícia Aila Ferreira, supervisora de estágio do Curso Técnico em Apoio Escolar Especializado e coordenadora do Programa de Prática Profissional da eetepa Vilhena Alves, ressalta que a ação tem caráter transformador e busca desenvolver atribuições essenciais à formação humana e profissional dos estudantes. “O seminário foi extremamente produtivo, pois uniu conhecimento teórico, prática e, principalmente, experiências reais que nos tocaram profundamente”, explica.

A programação foi pensada para contribuir com a construção do pensamento crítico na formação dos futuros profissionais da área. No primeiro dia, houve abertura oficial, palestra formativa, mesa-redonda com relatos de vivências de famílias e estudantes, além de debate e roda de conversa sobre o mercado de trabalho. Já o segundo dia foi marcado por uma apresentação em Libras, realizada pela turma do IEEP.

Para a professora do IEEP, Francilene Santos, trazer vivências familiares foi de extrema importância. “Um dos momentos mais marcantes foi a fala das mães atípicas, que compartilharam suas vivências com muita coragem e verdade. Os relatos evidenciaram não apenas os desafios enfrentados pelas crianças com deficiência, mas também o impacto direto na família. Ficou claro o quanto o despreparo de algumas instituições e profissionais pode gerar sofrimento, insegurança e até exclusão. Ao mesmo tempo, as narrativas reforçaram a importância de profissionais sensíveis, preparados e comprometidos com a inclusão real. Essas mães também deixaram um pedido muito significativo: que os futuros profissionais continuem se qualificando e entendam a dimensão da responsabilidade que terão ao acompanhar essas crianças”, ressalta.

A iniciativa promovida pelas escolas reforça o compromisso com a acessibilidade e a inclusão, pois incluiu, na programação, oficinas práticas que abordaram temas como o atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista, comunicação com estudantes não verbais, adaptação de atividades escolares e a atuação do profissional de apoio na elaboração do Plano Educacional Individualizado (PEI).

A aluna do curso técnico em apoio escolar especializado, Ludovina do Socorro Oliveira Ferreira, relata que participar da ação enriqueceu sua visão sobre a futura profissão. “Foi uma experiência muito importante e significativa para a minha formação. Ouvir as famílias falando sobre suas dificuldades e também sobre suas vitórias me tocou profundamente. Percebi que a inclusão só acontece de verdade quando escutamos quem vive essa realidade todos os dias. As oficinas também foram muito enriquecedoras, especialmente as que abordaram a comunicação com estudantes não verbais e a adaptação de atividades escolares”, destaca.

Texto: Áurea Ribeiro, estagiária, sob supervisão de Bruna Ribeiro