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Alunos de escola técnica expõem fotografias premiadas

15/10/2025

Estão em exposição, até novembro, na Escola Técnica Estadual Vilhena Alves (EETEPA), vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, Profissional e Tecnológica do Pará (Sectet), os trabalhos de fotografia desenvolvidos pelos alunos por meio do “Projeto Catarse”, criado pelo fotojornalista e arte-educador Everaldo Nascimento. A mostra é interna, destinada apenas à comunidade escolar, e pode ser visitada na entrada da instituição.
A exposição, intitulada “Novos Olhares”, é resultado do curso iniciado em setembro do ano passado, envolvendo 26 alunos dos cursos de Administração, Informática e Meio Ambiente da EETEPA.
Durante três semanas de aulas, às terças e quintas-feiras, os participantes foram introduzidos aos fundamentos da fotografia e orientados a explorar as ruas da cidade com um olhar sensível e crítico. 

A proposta uniu teoria e prática, permitindo que registrassem a realidade ao redor utilizando apenas as câmeras de seus celulares, desenvolvendo habilidades de observação, composição, iluminação e narrativa visual.

Os trabalhos produzidos pelos estudantes foram premiados no edital da Lei Almir Blanc, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult).

“Ver esses jovens sendo reconhecidos por seu talento é extremamente gratificante. O prêmio mostra que, quando damos oportunidades e ferramentas, a criatividade e o olhar crítico florescem. Cada fotografia aqui é uma história, uma forma de expressão e uma conquista pessoal de quem participou do curso”, destaca o professor idealizador do projeto, Everaldo Nascimento.

Projeto Catarse - O projeto chegou à EETEPA Vilhena Alves com o objetivo de estimular a criatividade dos jovens por meio de técnicas de fotografia e audiovisual. A proposta busca colocar os estudantes como protagonistas de suas próprias histórias, usando o olhar através das lentes da câmera como forma de expressão.

De acordo com a diretora da EETEPA, Vânia Carneiro, o projeto incentiva os alunos a observarem o cotidiano sob outra perspectiva. “Eles foram capazes de dar significado a coisas tão pequenas, mas que marcam o cotidiano deles. As fotos retratam lugares que sempre conheceram, mas que nunca haviam olhado de forma crítica e significativa”.

A experiência do curso de fotografia trouxe novas perspectivas e formas de expressão para os estudantes. Para Mariana Valente, do 3º ano do curso técnico em Meio Ambiente, participar das aulas e das saídas para registrar imagens mudou a forma como ela observa o mundo e se comunica.

“Esse curso foi muito mais do que aprender técnicas de fotografia. Foi uma oportunidade de olhar para o meu cotidiano com atenção, perceber detalhes que antes eu nem notava e transformar pequenas situações em algo significativo. Aprendi a usar a câmera como uma forma de contar histórias, expressar meus sentimentos e registrar a realidade de um jeito que faz sentido para mim”, detalha a aluna.

 

*Texto de Aurea Ribeiro, sob supervisão de Bruna Ribeiro