Busca

Notícias

conteúdo principal

Sectet apoia pesquisas para produção de biofármaco

18/05/2015

Sectet apoia pesquisas para produção de biofármaco para tratar de doenças neurológicas

Toda a indústria farmacêutica mundial está em busca de desenvolver drogas capazes de induzir a regeneração de neurônios e, muito em breve, isso poderá se tornar realidade aqui, no Estado do Pará. É este o objetivo do acordo de cooperação celebrado entre a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), com vistas a apoiar pesquisas focadas no desenvolvimento  de um fármaco derivado da planta Physalis angulata, herbácea característica da Amazônia que produz um fruto amarelo, o camapu, amplamente conhecido na região.
 
Estudos desenvolvidos pelo Grupo de Pesquisa em Química de Produtos Naturais e pelo Grupo de Pesquisa em Bioprospecção de Moléculas Ativas da Flora Amazônica, da UFPA, desde 2011, revelaram que certas substâncias produzidas pela planta do camapu apresentam propriedades neurogênicas, ou seja, estimulam o crescimento dos neurônios. Para poder viabilizar o aproveitamento das moléculas, a Sectet e a UFPA estabeleceram parceria e passarão a compartilhar todos os direitos patrimoniais e de propriedade industrial relativos às substâncias pesquisadas e desenvolvidas. Na prática, significa dizer que, futuramente, todo o lucro obtido com o desenvolvimento e comercialização do fármaco junto à indústria será compartilhado entre as duas instituições.
 
Entre outras coisas, o acordo coloca a Sectet como responsável por financiar os processos de obtenção e manutenção de patentes no Brasil e no exterior e tornar possível o desenvolvimento, em escala industrial, do biofármaco capaz de ser usado no tratamento de doenças neurológicas, como o Alzheimer e a depressão. “Queremos viabilizar a produção e a comercialização do medicamento por meio da parceria com a indústria farmacêutica e da implantação do laboratório farmacêutico ParaFarma, que será uma empresa pública capaz de desenvolver fármacos originários da biodiversidade amazônica, com transferência de tecnologia e geração de emprego e renda para nosso estado”, conclui o secretário Alex Fiúza de Mello.