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Sectet realiza balanço das ações nas áreas de CT&I e EPT no Pará

29/11/2018

Na última quarta-feira (28), a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet) realizou, no auditório da FIEPA, o seminário “Política Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e de Educação Profissional e Tecnológica (EPT) – Balanço e Perspectivas”, mostrando os resultados das ações executadas pelo órgão, assim como destacando as perspectivas de continuidade para os próximos anos.

“O evento teve dois objetivos, primeiro fazer um balanço do trabalho da Secretaria e apresentar, aos parceiros e aos convidados, uma prestação de contas pública, e ao mesmo tempo, apresentar isso para representantes do novo governo, repassando informações importantes e estratégicas para não haver descontinuidade do trabalho”, explicou o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello.

Além da de representantes do novo governo, estiveram presentes a equipe de servidores da Sectet, representantes de órgãos parceiros como Secretarias de Estado de Desenvolvimento, Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e de Turismo (Setur); da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa); da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa); da Fundação Guamá, gestora do Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá); da Organização Social BioTec-Amazônia;  e dos municípios que receberam cursos do Programa Pará Profissional nos últimos anos.

Qualificação profissional

Na ocasião, o diretor de EPT da Sectet, Luís Blasques, apresentou o histórico do Programa Pará Profissional, instituído pela Lei no 8.427, de 16 de novembro de 2016. Blasques mostrou que já foram ofertados e concluídos 450 cursos de qualificação profissional até novembro de 2018, realizados em 63 municípios de todas as 12 Regiões de Integração do Estado, totalizando 7.200 pessoas qualificadas (2016-2018). Além disso, ainda existem 100 cursos em andamento, com novos 2.100 alunos em formação, com previsão de certificação entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019.

Diante desses resultados, no dia 14 de setembro, o estado do Pará, por meio da Sectet, recebeu o Prêmio Excelência em Competitividade de 2018, na categoria Boas Práticas, pela execução do Programa Pará Profissional. Organizada pelo Centro de Liderança Pública (CLP), a premiação envolveu  mais de 90 práticas, entretanto somente seis foram selecionadas como finalistas, das quais apenas três foram premiadas.

 

Ciência, Tecnologia e Inovação

No que diz respeito a CT&I, o diretor do área, Marco Antônio Lima, destacou as ações do InovaPará, amparado pela Lei no 8.426, de 16 de novembro de 2016, que dispõe sobre incentivos à inovação, à pesquisa científica e tecnológica e à engenharia não rotineira, além da política estadual de incentivos fiscais. Lima apontou alguns desses ambientes que já contam com o apoio da Secretaria como: os Parques de Ciência e Tecnologia Guamá (em Belém – já instalado e consolidado), Tapajós (em Santarém) e Tocantins (em Marabá); o Parque Tecnológico Lago de Tucuruí - Tecnolago, em Tucuruí; o Centro de Pesca e Aquicultura, em Bragança; o Centro de Tecnologia em Mar e Petróleo, em Salinópolis.

O diretor ressaltou também os projetos contemplados pelo Programa TecSocial, o qual compreende o financiamento de projetos comprometidos com o desenvolvimento de produtos, técnicas e/ou metodologias reaplicáveis, voltados ao uso e manejo de tecnologias sociais alternativas de interesse comunitário. Ainda na área de CT&I, a diretoria também acompanhou o andamento das atividades da Organização Social BioTec-Amazônia, qualificada e contratada pelo Governo do Pará, no final de 2017, para gerir o Programa BioPará, Programa Paraense de Incentivo ao Uso Sustentável da Biodiversidade Amazônica.

Também durante o evento, foi lançado o Sistema Estadual de Monitoramento das Ações de Educação Profissional e Tecnológica, totalmente informatizado e automatizado, ferramenta inteligente e interativa on line que permitirá, entre outras funções, o recebimento mais ágil e eficiente das demandas por cursos profissionalizantes em todos os municípios do estado. Juntando-se a isso, foi apresentando o novo visual do Observatório Paraense de Ciência e Tecnologia (com link disponível no site da Sectet), assim como a 11ª edição da revista Ver-a-Ciência, periódico semestral publicado pela Secretaria. Durante o seminário, o diretor presidente da BioTec-Amazônia, José seixas Lourenço, e o da Fundação Guamá, Antônio Abelém, também apresentaram os resultados dessas instituições.  

Desenvolvimento

Englobando as duas áreas atribuídas à Secretaria, a adjunta da Sectet, Maria Amélia Enríquez, destacou que a superação dos desafios do desenvolvimento do Pará requer transformação nas estruturas produtivas. Além disso, segundo ela, é necessário transitar para um modelo baseado na inovação e no conhecimento, com mão de obra qualificada e ambientes que favoreçam a inovação produtiva.

Para sintetizar as apresentações do dia, o titular da Sectet, Alex Fiúza de Mello, apresentou a estruturação, estrategicamente planejada, nos últimos anos, do que se pode denominar de um Sistema Paraense de Inovação (SPI), formado por entes, públicos e privados, dos quatro principais setores representativos da sociedade (Estado, setor empresarial, instituições de ensino e pesquisa e terceiro setor). O SPI expressa um novo patamar de ambiência institucional a que se chegou, no estado, com a criação e consolidação de ferramentas de regulação e gestão mais afinadas com os desafios da inovação em território paraense.

Certificação

No período da noite, a Sectet aproveitou para certificar os concluintes de sete cursos realizados em parceria com o Núcleo de Articulação e Cidadania (NAC) e com o Senai. Um dos concluintes do curso de padeiro, Sérgio Nascimento,  por exemplo, relatou que teve a vida transformada após a realização do curso, já que havia deixado o emprego de agente de portaria recentemente. “O curso me trouxe grandes benefícios, me ajudou a ter uma renda a mais, eu nunca havia trabalhado na área de panificação e me abriu um leque de oportunidades, podendo trabalhar em casa ou para uma empresa, a questão financeira melhorou muito e, graças a Deus, não está faltando nada em casa”, comemorou.

Texto: Fernanda Graim – Ascom/Sectet